Arquivo para janeiro, 2010

Além dos limites

Só se vêem […] roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! (Os 4.2)

O profeta estaria inventando? Estaria exagerando? Teria ficado louco? É verdade mesmo que só se viam maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério, que o derramamento de sangue era constante e que seus contemporâneos ultrapassavam todos os limites?

Como foi possível acontecer tudo isso naquela época (mais de 700 anos a.C.), numa faixa de terra pequena e no meio de um povo que conhecia de cor os Dez Mandamentos e que havia sido chamado e treinado para ser “uma luz para os gentios” (Is 49.6)? Como foi possível chegar a este ponto de deterioração moral numa época em que não havia televisão, internet, revistas e filmes de violência e pornografia, tráfico de drogas e turismo sexual?

A verdade é que a humanidade não muda, é sempre a mesma, ultrapassando “todos os limites”, repetidas vezes. “Não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), nem nas eclosões do caos moral e espiritual.

Não ultrapassarei os limites que Deus tem me imposto, por sua misericórdia!

Refeições Diárias – Ultimato.

Terremoto no Haiti e a letargia cristã

Eu estava na cozinha preparando um “sudado de mero no molho de cerveja”, quando meu sogro nos deu a notícia da tragédia no Haiti. O catastrófico terremoto de 7 pontos na escala Richter deixou milhares de vítimas no país mais pobre da América. Um hospital, a sede da força de paz da ONU e o palácio presidencial foram parcialmente destruídos. “È uma grande catástrofe”, disse o embaixador haitiano, que pediu ajuda internacional para minimizar os danos.

Lembrei que em 2008 conheci uma vocacionada que estava muito feliz em servir como missionária no Haiti. Passaram dois anos e não tive mais contato pessoal com ela, mas soube por terceiros que conseguiu ajuda financeira para realizar sua missão. Só não sei em que cidade ela está (mas acho que isso não faz tanta diferença, uma vez que o país é uma pequena faixa numa pequena ilha, e dificilmente alguma porção de terra não tenha sido atingida).

Pensei nas postagens de fim de ano, quando comentei acerca da miséria neste país, e do texto do amigo Márcio de Souza, no qual ele fala dos paupérrimos biscoitos de barro, que tapeiam a fome de milhares de miseráveis haitianos. Os documentários que vi, embora não ofereçam um completo panorama histórico, nos permitem vislumbrar a gritante necessidade daquela gente. São 10 milhões de pessoas, a maioria vivendo em condições subumanas, volta e meia se organizando em conflitos e revoltas que a nada conduzem.

Me entristeceu o fato de que, passado o calor das notícias, o mundo esquecerá novamente os habitantes da ilha, e novamente dará as costas ao povo haitiano. Senti cólera ao pensar nos pastores que encontram neste trágico episódio apenas uma ilustração para o sermão de domingo, que certamente versará sobre o juízo de Deus sobre as nações ímpias. Me irritei com o fato de estar desfrutando um saborosíssimo peixe sudado em salsa de cerveja, enquanto uma multidão de gente permanece soterrada. “Tentei chorar, e não consegui”, exclamou o poeta Renato no final da música Índios. Agora entendo exatamente o significado de cada letra desta frase.

Jesus aclarou que o aumento da impiedade resultaria em frieza de coração. E tantas são as catástrofes, e tamanha é a opressão, e na mesma proporção o abandono e a violência, que acabamos por nos transformar em máquinas sem coração. O clamor do aflito não perturba mais, pouco importa se há um menino dormindo debaixo de viaduto no Rio, ou se no lar do sertanejo se come pirão d’água, e não ligamos se em algum lugar uma garotinha é vítima de incesto.

Leio a notícia da grande tragédia no Haiti, e aos poucos percebo que ela não é tão maior que a nossa tragédia cotidiana, de se esforçar ao máximo para ser aquilo que não somos. “Grande é esse mistério. Digo-o, porém, por causa de Cristo e da igreja”. Se a igreja denominacional é a representação fiel do corpo de Cristo e seus agentes no mundo, então sinto muito, mas Ele anda muito mal representado!

Espero que Cristo salve os haitianos. E oro para que com eles, nos salve também, pois cada vez mais estou convicto de que Jesus precisa salvar os evangélicos.

CASAMENTO!

É uma instituição divina pela qual um homem e uma mulher se unem por amor numa comunhão social e legal com o propósito de estabelecerem uma família.

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. Gênesis 1.27-28

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Gênesis 2.18-24

É permanente e só pode ser dissolvido pela morte (Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. Romanos 7.2-3) ou, excepcionalmente, pelo divórcio (Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério. Mateus 19.3-9).

Se o seu casamento não vai bem, a solução é Jesus! Ele reconstitui todas as coisas.  Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador. Joel 2.25a

Lute pelo amor!

Erlete Martins

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