Rasguem o coração, e não as vestes (Jl 2.13a)

Era um costume multissecular rasgar as vestes em sinal de contrição, de temor ao Senhor, de sofrimento atroz. Começou entre os patriarcas, atravessou toda a história dos juízes, dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, passou pelo período interbíblico e entrou na era cristã.

Jacó, Josué, Jefté, Tamar, Davi, Acabe, Ezequias, Josias, Esdras, Marloqueu, Jó, Caifás e até Barnabé e Paulo (At 14.14), todos rasgaram solenemente suas vestes em alguma ocasião. A cerimônia virou rotina e quase sempre era desacompanhada da verdadeira contrição e de outros atos que deveriam acontecer simultaneamente. Tornou-se legalismo, que é uma distorção da obediência e uma tentativa de fazer as vezes dela.

 É por esta razão que Deus ordena a Israel: “Rasguem o coração, e não as vestes” (Jl 2.13). Deus manda trocar gestos exteriores, muito mais fáceis, por um gesto interno que de fato poderia ser de valor aos olhos dele. Esse rasgar do coração provocaria o retorno da pessoa ao Senhor.

 Não me deixarei enganar pelo legalismo, que me torna arrogante e crítico azedo de todo mundo.

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).

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