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Coração rasgado

Rasguem o coração, e não as vestes (Jl 2.13a)

Era um costume multissecular rasgar as vestes em sinal de contrição, de temor ao Senhor, de sofrimento atroz. Começou entre os patriarcas, atravessou toda a história dos juízes, dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, passou pelo período interbíblico e entrou na era cristã.

Jacó, Josué, Jefté, Tamar, Davi, Acabe, Ezequias, Josias, Esdras, Marloqueu, Jó, Caifás e até Barnabé e Paulo (At 14.14), todos rasgaram solenemente suas vestes em alguma ocasião. A cerimônia virou rotina e quase sempre era desacompanhada da verdadeira contrição e de outros atos que deveriam acontecer simultaneamente. Tornou-se legalismo, que é uma distorção da obediência e uma tentativa de fazer as vezes dela.

 É por esta razão que Deus ordena a Israel: “Rasguem o coração, e não as vestes” (Jl 2.13). Deus manda trocar gestos exteriores, muito mais fáceis, por um gesto interno que de fato poderia ser de valor aos olhos dele. Esse rasgar do coração provocaria o retorno da pessoa ao Senhor.

 Não me deixarei enganar pelo legalismo, que me torna arrogante e crítico azedo de todo mundo.

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).

Viver a Vida: Um festival de traições

A psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, que fez a pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, em 2000 afirma que o relacionamento extraconjugal já foi incorporado pela cultura brasileira, mesmo que isso não seja o que as pessoas almejam”, Segundo a médica apenas um em cada quatro brasileiros casados espera fidelidade do parceiro. Isso significa que 75% das pessoas comprometidas acreditam que, mais cedo ou mais tarde, podem ter de encarar a traição. Os dados são de uma pesquisa que ouviu mais de mil pessoas casadas (ou com parceiro fixo) no Brasil.

Uma pesquisa recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que 60% dos homens confessam a traição contra 47% das mulheres. Esses dados são o resultado de um estudo que vem sendo feito desde 1989 por Mirian Goldenberg, professora do departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais.

Para piorar a situação a Novela global “Viver a Vida” incentiva e promove um festival de traições. Na verdade, quase todos os seus personagens estão envolvidos em relacionamentos adulterinos onde a filosofia reinante é o hedonismo. Infelizmente em pleno horário nobre o que se vê na principal emissora de televisão do país é a ênfase em amores proíbidos e puladas de cerca onde que mais importa é a satisafação e o prazer pessoal.

Caro leitor, o adultério sempre foi e sempre será fonte de marcas, mágoas, dores e desgraças. A separação e falência conjugal são hoje uma gravíssima epidemia que tem vitimado milhões de pessoas em toda planeta. Isto posto, tenho plena convicção que como crentes em Jesus não nos é possível tratarmos com naturalidade comportamentos adulterinos. Antes pelo contrário, temos por dever confrontar de forma clara e objetiva este comportamento imoral. Além disso, cabe a nós chorarmos diante do Senhor, pedindo perdão pelos pecados de uma nação que teima em desrespeitar os valores da decência e moralidade.

Por – Renato Vargens

Além dos limites

Só se vêem […] roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! (Os 4.2)

O profeta estaria inventando? Estaria exagerando? Teria ficado louco? É verdade mesmo que só se viam maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério, que o derramamento de sangue era constante e que seus contemporâneos ultrapassavam todos os limites?

Como foi possível acontecer tudo isso naquela época (mais de 700 anos a.C.), numa faixa de terra pequena e no meio de um povo que conhecia de cor os Dez Mandamentos e que havia sido chamado e treinado para ser “uma luz para os gentios” (Is 49.6)? Como foi possível chegar a este ponto de deterioração moral numa época em que não havia televisão, internet, revistas e filmes de violência e pornografia, tráfico de drogas e turismo sexual?

A verdade é que a humanidade não muda, é sempre a mesma, ultrapassando “todos os limites”, repetidas vezes. “Não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), nem nas eclosões do caos moral e espiritual.

Não ultrapassarei os limites que Deus tem me imposto, por sua misericórdia!

Refeições Diárias – Ultimato.

12ª Reunião de Casais

Reunião de Casais, sábado, 07 de Novembro, realizada na casa dos irmãos Samuel e Francielli. Encontro abençoado!  Houve várias dinâmicas, e também, uma palavra edificante proferida pelo Pr. Wagner. Não percam as próximas reuniões.

Vejam as fotos do encontro:

Como Proteger seu filho da internet?

A Internet revolucionou muitos aspectos de nosso dia-a-dia como a facilidade e baixo custo no acesso as informações e serviços,  a comunicação interpessoal e o entretenimento. Ao lado destas grandes vantagens a Internet também apresenta várias ameaças a nossa privacidade e segurança. Infelizmente quem está mais exposto a estes riscos são as crianças e adolescentes que tem a Internet como uma preferência quase absoluta.

Muitos pais estão muito preocupados em como manter seus filhos longe destas ameaças já que é impossível estar ao lado deles enquanto navegam. Fui convidado por uma escola de segundo grau para apresentar uma palestra com algumas sugestões e dicas de como proteger as crianças e adolescentes dos riscos da Internet.

Na palestra abordei perguntas como: O que é a Internet? Quem controla a Internet? Quais são as ameaças mais comuns? Qual é o perfil do atacante típico? Quem é a vítima perfeita?  Como proteger seus filhos? Quais programas ajudam nesta proteção? Onde pedir ajuda?

Confira no link abaixo os slides da palestra:

By: Sudré

O dever dos pais conforme a bíblia

Para que a Família seja bem sucedida é necessário que os Pais estejam completamente dentro da vontade do Senhor Jesus, e mantenham os Filhos nesta direção, ou seja, “em busca de Deus”.

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Para tanto, há Deveres e Obrigações que os Maridos e Esposas tem de permanecer.

I – O Dever dos Maridos, com as suas Esposas:

a.. O Dever de “Respeita-las”, I Ped. 3:7;

b.. O Dever de “Ama-las”, Efe.5:25, Col. 3:19;

c.. Dever “Considera-las”, Gen.2:23, Mat. 19:5

d.. O Dever de “Fidelidade”, Prov. 5:18-19;

e.. “Se Aconselhar com Elas”, Gen. 31:4-7.

II – O Dever das Esposas. Com os seus Maridos:

a.. O Dever de “Honra-los”, Ester 1:20;

b.. O Dever de “Ser Organizada”, Prov. 31:27;

c.. O Dever de “Ser Submissa”, Efe. 5:22;

d.. O Dever de “Fidelidade”, I Tim. 3:11, Tito 2:4;

e.. “Ganhar” o Marido “sem palavra”, I Ped. 3:1.

III – A Família “aos Pés” do Senhor Jesus:

A Família é a “Igreja no Lar”, servindo à Deus.

a.. Dedicação. Josué e sua Casa, Josué 24:15;

b.. Interceder. Jó e seus filhos, Jó 1:5;

c.. Testemunhar. O endemoninhado, Lucas 8:39;

d.. Ouvir. Maria ouve ao Senhor, Lucas 10:38-39;

e.. Levar. André leva seu Irmão à Jesus, Jo 1:40-41

f.. Se Decidir por Cristo, Jo 4:46-53, At 16:13-15.

Pense nisso:
A Família tem de permanecer na presença de Deus, pela atuação dos Maridos e Esposas, levando os Filhos à presença do Senhor Jesus.

Fonte: Adoração em família

A mudança cultural e a pornografia

Mouse

9Marcas: Como você acha que a cultura mudou nos últimos 15 ou 20 anos? O que você acredita que os casamentos estão enfrentando agora e não enfrentavam 20 anos atrás?

Winston Smith: Há provavelmente muitas pressões culturais que tornam o casamento diferente do que ele era há 15 ou 20 anos. Ressaltarei apenas uma porque é uma das mais insidiosas. Tenho visto, vez após vez, como a pornografia é poderosa e destrutiva no casamento. É claro que a pornografia tem mais do que 20 anos. Contudo, o que mudou nos últimos 20 anos foi a tecnologia. No passado, existia esse obstáculo vergonhoso que você devia estar disposto a superar. Para dar-se à pornografia, você tinha de ir a uma parte diferente da cidade. Tinha de sair do seu carro, entrar em uma loja e dispor-se a ser visto. Seu nome e seu rosto seriam associados com o material que você carregava. Agora, porém, o anonimato parece quase garantido. A pornografia está não somente disponível a você, mas também invadindo a sua vida. Ele promove-se a si mesma. Surgirá repentinamente nos e-mails. Ela se mostrará na lista de filmes expostos nos hotéis. Talvez, quanto mais luxuoso for o hotel, tanto mais fácil será ver a pornografia e tanto mais ousadamente ela será exibida.

A pornografia está na ofensiva contra você. Ela o persegue. Portanto, você precisa ter razões autênticas para rejeitá-la, não somente porque será apanhado por ela. Essa não é uma boa razão, porque você terá oportunidades secretas de satisfazê-la. A condição da pornografia mudou, e a mensagem se amplificou. Qualquer um que tem visto pornografia talvez saiba o que estou falando. Em última análise, a pornografia consiste em relacionamentos anônimos e sem significado nos quais o foco é a satisfação pessoal.

O sexo é maravilhoso, mas a intenção de Deus para o sexo é que este comunique significado e propósito. O sexo foi idealizado para comunicar o amor sacrificial, pactual e comprometido de Deus, bem como seu cuidado e ternura. O sexo não foi idealizado para expressar uma liberdade de fazer o que você deseja, focalizado em si mesmo, e de se engajar em relacionamentos anônimos e sem significado. Tome as mensagens anti-relacionais da pornografia e junte-as a um enlevo psicológico, e assim você tem em suas mãos algo realmente sórdido. A pornografia não somente escraviza o tempo e a vida da pessoa. Começa a invadir o resto dos relacionamentos. Essas mesmas mensagens de conveniência, prazer e focalização no ego permeiam toda a vida da pessoa. Elas não somente permanecem no computador.

9Marcas: Você tem alguma sabedoria que deseja compartilhar com os pastores e igrejas para tomarem a ofensiva — maneiras pelas quais eles podem ser ativos em lutar contra a pornografia?

Winston Smith: penso que uma maneiras pelas quais as igrejas devem lutar contra essa ameaça, em termos simples, é conversar a respeito dela. E conversar não somente como algo que está fora da igreja, mas também como algo que nos persegue como indivíduos e famílias na igreja. Crie situações em que as pessoas que lutam contra a pornografia possam falar sobre ela, sem sentirem-se envergonhadas ou ameaçadas como cidadãos de segunda classe. Crie um diálogo aberto no qual esse problema será tratado com o mesmo cuidado, interesse e compaixão manifestados para com outros pecados e lutas.

Esse é um passo simples mas ousado. Você precisa dizer: “Conversemos sobre a pornografia como uma problema de nossa igreja, porque ela é realmente um problema nosso”. É claro que essa conversa deve acontecer como parte daquela cultura de disciplina e responsabilidade mútua que os pastores devem cultivar em suas igrejas.

Em seguida, seja prático em oferecer às pessoas instrumentos com os quais possam fazer algo a respeito da pornografia.

● Se você tem um conexão de internet em sua casa, pense nessa conexão como uma entrada para uma loja de materiais pornográficos. Em sua casa há uma passagem que leva a um mercado de pornografia, se você possui uma conexão de internet, TV a cabo ou satélite. Portanto, considere-a uma porta que precisa ser vigiada e trancada. Entreter-se com o computador é algo bom, mas você precisa saber o que está fazendo e por que o está fazendo. Você não está apenas lambiscando em seu computador.

● Limite o acesso privativo ao computador. Se você tem um computador de mesa, coloque em um lugar comum em que tela estará de frente ao meio da sala.

● Há muitos softwares são eficazes, mas nenhum deles é infalível. Há opções nos softwares que são eficazes em erguer barreiras (criando uma cerca protetora). Se você transpô-las, isso acontecerá porque você quis, e não porque foi enganado.

Há muitas coisas básicas que podemos fazer para nos proteger, mas parece que vivemos em nossas igrejas como ingênuos. As pessoas estão imaginando: “Ninguém está falando sobre a pornografia, ela não deve ser um problema”. Tenho visto inúmeros exemplos de pastores e administradores de igrejas que foram enganados por esse pensamento. Já aconselhei pessoas que trabalham em equipes de limpeza e, à noite, vão ao computador e vêem pornografia nos prédios que estão limpando. Espero que essas sugestões ajudem aqueles que lutam contra a pornografia prevalecente.

Trecho de uma entrevista com Winston Smith, realizada pelo ministério 9 Marcas com. Traduzido por: Pr. Wellington Ferreira — http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=251 — Editora FIEL 2009.

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